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BYD Mako: a picape híbrida flex que chega em setembro para virar o mercado de cabeça para baixo

A BYD vai lançar em setembro de 2026 a picape Mako, seu modelo mais ambicioso no segmento de picapes médias. Com motor híbrido plug-in flex, produção nacional em Camaçari e preço estimado de R$ 220 mil, ela mira diretamente em Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick — e chega com tecnologia que nenhuma delas tem.

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BYD Marko 1 BYD Mako: a picape híbrida flex que chega em setembro para virar o mercado de cabeça para baixo

O nome foi tirado do tubarão-mako, o mais veloz da espécie. Não é coincidência. A BYD escolheu essa referência com intenção clara: apresentar uma picape que não veio para enfeitar o catálogo, mas para atacar. E o setor automotivo brasileiro já percebeu.

A Mako foi apresentada ao público durante a Agrishow, a maior feira do agronegócio do país, em Ribeirão Preto. A escolha do evento também não foi por acaso. O picapeiro brasileiro é conservador, exigente e fiel às marcas que conhece. Aparecer na Agrishow é mandar um recado direto: esse carro não é só para a cidade.

Uma picape que não existia no Brasil até agora

O grande trunfo da BYD Mako não é o design nem o preço. É a motorização. A picape será a primeira do segmento médio-compacto no Brasil a oferecer um conjunto híbrido plug-in flex — ou seja, roda com etanol, gasolina e também na tomada, em modo 100% elétrico.

A tecnologia utilizada é a DM-i, sistema da própria BYD já consagrado em modelos como o Song Pro. No modo elétrico puro, a autonomia estimada chega a 100 quilômetros, mais do que suficiente para a maioria dos trajetos urbanos do dia a dia. O consumo combinado pode alcançar 35 km/l, um número que faz qualquer motorista parar e reler a frase.

A potência total do conjunto é de 235 cv, número que coloca a Mako em boa posição frente às rivais com motores turbo flex convencionais. Tudo isso num pacote que, na largada, virá com tração 4×2 — mas com versão 4×4 já prevista para uma segunda fase, voltada a quem precisa de desempenho fora de estrada.

Feita no Brasil, ponto estratégico para a BYD

A produção da Mako será nacional, na fábrica da BYD instalada no polo industrial de Camaçari, na Bahia. Isso muda o jogo em termos de preço, prazo de entrega e estratégia de longo prazo da marca no país.

A BYD não está apenas vendendo carros no Brasil. Está construindo uma base industrial, e a Mako é parte central desse plano. A fabricação local reduz custos de importação, facilita o acesso a crédito pelo consumidor e posiciona a montadora para exportar para outros mercados latino-americanos a partir do território brasileiro.

Vale lembrar que a BYD já ultrapassou a Toyota em volume de vendas no Brasil — um dado que por si só já diz muito sobre o ritmo com que a marca cresceu por aqui.

O que ela terá de visual

A dianteira da Mako carrega forte parentesco com o BYD Song Pro, com faróis de traço esguio e grade seguindo a linguagem de design global da montadora. A carroceria é monobloco, a mesma solução adotada pela Fiat Toro e que garante mais conforto em uso urbano e melhor dinâmica de direção em comparação com picapes de chassi escada.

O visual ainda não foi totalmente revelado — o protótipo circulou na Agrishow com parte dos detalhes preservados — mas a identidade já comunica algo: uma picape com cara de tecnologia, não de trabalho bruto.

R$ 220 mil contra rivais que já dominam o pedaço

O preço estimado de R$ 220 mil coloca a Mako numa faixa diretamente competitiva com as versões mais equipadas da Fiat Toro, com a Ram Rampage e com a Ford Maverick. São modelos consolidados, com rede de concessionárias madura, valor de revenda testado e base de clientes fiel.

Entrar nesse segmento não é simples. A BYD sabe disso. A própria Shark, picape grande da marca, não emplacou com a força que a montadora esperava — justamente porque o picapeiro tradicional tem resistências culturais bem definidas.

A Mako, contudo, chega com um argumento diferente. Ela não quer convencer quem já é fiel à Toro a mudar de marca. Ela quer atrair quem está comprando pela primeira vez nesse segmento, quem valoriza tecnologia acima de tradição e quem faz conta no posto de gasolina todo mês.

Setembro de 2026 está chegando

O lançamento oficial está marcado para setembro de 2026, com produção saindo de Camaçari. Há rumores de que unidades importadas podem chegar antes para testes de mercado, mas a BYD ainda não confirmou esse movimento.

O que está confirmado: a Mako vai existir, vai ser fabricada no Brasil, vai ter motor híbrido flex e vai custar em torno de R$ 220 mil. O restante — como o mercado vai receber, se o picapeiro brasileiro vai embarcar na proposta ou se vai preferir o conhecido — só setembro responde.

Será que uma picape que bebe etanol, anda 100 km na tomada e faz 35 km/l é o futuro que o agro e a cidade estavam esperando? Ou é tecnologia demais para um comprador que ainda prefere o tradicional? A resposta chega em breve.

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