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GWM lança o primeiro híbrido plug-in flex do mundo — e ele já pode ser seu por R$ 342 mil

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lama tank 300 GWM lança o primeiro híbrido plug-in flex do mundo — e ele já pode ser seu por R$ 342 mil

O mercado automotivo brasileiro acaba de ganhar um capítulo que vai durar anos nas conversas sobre o futuro dos carros. A GWM apresentou o Tank 300 PHEV Flex, e o recado é claro: o Brasil não está só acompanhando a revolução da eletrificação veicular — está liderando parte dela.

Não é exagero, ele é o primeiro SUV híbrido plug-in flex do mundo e chegou para ficar.

O que torna o Tank 300 PHEV Flex diferente de tudo que existe

A novidade não é só o nome. O Tank 300 PHEV já existia, mas rodar com etanol hidratado num sistema híbrido plug-in é tecnologia inédita no planeta. A engenharia responsável por isso foi desenvolvida em parceria entre a GWM Brasil e a Bosch do Brasil, com suporte da matriz chinesa, mas calibração feita aqui, para as condições do mercado nacional.

O sistema reconhece automaticamente a mistura no tanque e ajusta os algoritmos de gestão energética em tempo real. Isso significa que o motorista pode abastecer com gasolina ou etanol sem nenhuma preocupação adicional. O carro faz o trabalho.

Essa integração entre biocombustíveis e motorização elétrica é exatamente o tipo de solução que coloca o Brasil no mapa global de inovação automotiva. O país que criou o Proálcool agora é referência na combinação entre álcool e eletrificação.

Os números que explicam o interesse

Sob o capô, o Tank 300 PHEV Flex combina um motor 2.0 a combustão com um motor elétrico, conectados a um câmbio de nove marchas. A potência total chega a 394 cv e o torque a 76,4 kgfm, números que garantem os 100 km/h em apenas 6,8 segundos para um SUV com este porte e capacidade off-road.

O consumo é o argumento mais forte para quem pensa no dia a dia. Com gasolina combinada ao motor elétrico, o SUV híbrido flex entrega até 18,3 km/l na cidade e 18,8 km/l na estrada. Com etanol, os números ficam em 13,1 km/l urbano e 14,1 km/l na estrada. Para um veículo de quase 400 cv, isso é uma eficiência difícil de questionar.

A bateria de 37,1 kWh permite até 74 km em modo 100% elétrico, conforme certificação do Inmetro. No dia a dia urbano, muita gente vai passar semanas sem precisar sequer acionar o motor a combustão.

Recarregar na prática: quanto tempo leva?

Aqui está um ponto que faz diferença real na rotina. Em recarga rápida DC, o Tank 300 aceita até 50 kW e vai de 30% a 80% em aproximadamente 24 minutos. Parou para almoçar? O carro já carregou o suficiente para voltar no modo elétrico.

Em corrente alternada, a potência máxima é de 6,6 kW, o que cobre tranquilamente uma recarga doméstica noturna. A infraestrutura de carregamento no Brasil ainda está em expansão, mas o modelo foi pensado justamente para não depender exclusivamente dela.

Tank 300 PHEV Flex: dimensões e capacidade

O Tank 300 é um SUV de tamanho generoso. Com 4.760 mm de comprimento, 1.930 mm de largura, 1.903 mm de altura e entre-eixos de 2.750 mm, ele se posiciona como um veículo de presença real, capaz de acomodar cinco ocupantes com conforto e ainda lidar com terrenos que SUVs urbanos simplesmente não encaram.

A capacidade de imersão de 70 cm na água é outro dado que distingue o Tank 300 da maioria dos concorrentes. Não é um número para catálogo: é a confirmação de que o projeto não abriu mão das credenciais off-road ao incorporar a tecnologia plug-in hybrid.

R$ 342 mil: caro ou justo?

Com uma leve revisão de preço em relação à versão anterior, o Tank 300 PHEV Flex chega às concessionárias da GWM por R$ 342 mil na linha 2027. Já está disponível para compra.

O valor pode parecer alto à primeira vista, mas precisa ser lido no contexto correto. O comprador está levando o único SUV híbrido plug-in com tecnologia flex do planeta, com potência de esportivo, capacidade off-road real, eficiência de combustível acima da média do segmento e uma bateria que cobre boa parte das viagens urbanas sem consumir uma gota de combustível.

Para o público que tem esse perfil de uso e esse orçamento, a equação faz sentido.

O Brasil como protagonista da mobilidade sustentável

Há algo maior acontecendo aqui além do lançamento de um carro. O desenvolvimento do Tank 300 PHEV Flex no Brasil, adaptado para o etanol nacional, é um sinal de como o país pode usar sua matriz energética como vantagem competitiva global.

Enquanto o mundo debate como descarbonizar o transporte, o Brasil já tem o combustível renovável e agora tem a tecnologia que sabe aproveitá-lo. A parceria entre GWM e Bosch para calibrar o sistema especificamente para o etanol hidratado não foi um detalhe técnico. Foi uma aposta estratégica que colocou o mercado brasileiro na frente.

O Tank 300 PHEV Flex é, portanto, mais do que um SUV sofisticado com preço premium. É a prova de que a combinação entre eletrificação e biocombustíveis tem futuro concreto, e que esse futuro está sendo construído, ao menos em parte, no Brasil.

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